Peça de teatro musical: Deu a louca no professor Jubileu
Sinopse: O professor Jubileu descobriu a cura do chulé e pretende vendê-la para salvar o programa de ciências da escola, que está falido. Mas a poção foi roubada… Nem mesmo o policial Rosquinha conseguiu desvendar esse mistério. Será que os ladrões vão se safar dessa? Agora só cabe aos alunos resgatar a poção e garantir um final feliz para essa história.
Elenco:
- Professor Jubileu: Diego Adriano Manes;
- Bandidos: Bárbara Beckhaüser Wiggers (Donatela Pereira) e Gabriel Leonardo Peixoto (Craudinho da Silva);
- Estudantes: Agnes Vitória Amaral Moreira (Maria Preguiça), Ana Caroline Wilvert Hammes (Raimunda – Bad Girl), Dyandra Leite (Nerd Nanda), Geovana Fazan Ferreira (Lívia – Patricinha), Guilherme da Paz Schmitt (Ronaldinho – Atleta), Ingrid Phillipe (Helena – “perde um amigo, mas não perde a piada”), Isadora Ribeiro Fraga (Sofi Google – Blogueira), Lucas Lael da Costa (Ricardinho – Músico) e Lucas Silva Pitz (Zezinho – Gamer);
- Policial Rosquinha: Filipe de Souza;
- Diretora Dolores: Amabile Maria Mannes Schmitt;
- Repórteres: Ariéll Cristóvão de Souza (Thomas Bennetty) e Isabella Martins (Thaís Rodrigues).

Ato 1 – Cena um
Cenário: Cortinhas fechadas
As cortinas estão fechadas. Toca a abertura do Jornal Nacional. Os repórteres Thomas Bennetty e Thaís Rodrigues surgem por entre as cortinas e fazem a introdução da peça para a plateia.
EM OFF: Entraremos ao vivo em… 3… 2… 1… Gravando!
Repórter Thomas: Bom dia, crianças! Como vocês estão? … Eu não ouvi direito! – Ele estica a sua própria orelha na direção do público. – Quantos anos vocês têm?
Repórter Thaís: Vocês tem chulé? … Hum… será mesmo? Estou sentindo uma catinga daí, mas acho que é do(a) colega do lado, né!? Oh, esperem um minutinho. – Os dois repórteres levam as mãos até os ouvidos para escutar o que a produção está falando nos comunicadores. – O jornal Globe News de hoje vai começar de um jeito diferente. Entraremos no ar com um episódio especial… O programa de hoje se chama “Quem será o próximo maluco de sucesso?”. Eu sou Thaís Rodrigues!
Repórter Thomas: E eu sou Thomas Bennetty! Acabamos de receber a notícia de que um grupo de jovens alunos da Escola Educa Estrelas conseguiu salvar o programa de ciências da escola, que estava por um triz de ser cancelado.
Repórter Thaís: Fomos convidados pela diretora da escola para publicar a pesquisa do professor Jubileu e documentar essa história recheada de reviravoltas emocionantes.
Repórter Thomas: Agora, vocês irão acompanhar a história de um professor maluco que descobriu a cura do chulé e de dois ladrões que tentaram, a todo custo, roubar a poção para conseguirem dinheiro para o seu casamento. Será que o policial Rosquinha vai conseguir prendê-los ou os dois vilões vão conseguir se safar dessa? Acomodem-se em seus lugares e aproveitem: o show vai começar.
Ato 1 – Cena dois
Cenário: Laboratório – Lousa, poções, cadeiras e mesas
As cortinas são abertas. Os alunos entram na sala de aula, exceto a Maria Preguiça. O sinal da escola toca: DINDON, DINDON, DINDON. O professor Jubileu, gritando, entra no laboratório, tropeça e cai no chão enquanto chora de orgulho e desespero.
Professor Jubileu: CONSEGUI! Eu finalmente fiz uma descoberta científica. Minha família estava errada, eu não sou um fracasso.
Maria Preguiça bate na porta. Ela está vestindo um pijama e traz consigo seu travesseiro.
Professor Jubileu: Está atrasada!
Maria Preguiça: Desculpa, professor. Dormi no ônibus e tive que vir caminhando da rodoviária…
Helena: Me conta uma novidade… – Todos começam a gargalhar.
Professor Jubileu: Pode se sentar, querida.
Maria Preguiça: Obrigada. – Ela arrasta seu travesseiro até sua carteira e cai no sono instantaneamente.

Nerd Nanda: Professor, qual foi a sua descoberta?
Professor Jubileu: EU DESCOBRI A CURA DO CHULÉ!
Ricardinho: Eu ouvi o que eu ouvi?
Ronaldinho: Você quer que a gente acredite que você descobriu a “cura do chulé”?
Zezinho: É, professor. Justo você?
Lívia: Isso não passa de uma pegadinha, né? Cadê as câmeras?
Professor Jubileu: Nossa, como vocês têm confiança no professor de vocês… Quem faltou hoje?
Raimunda: A minha vontade de estudar.
Ronaldinho: Pelo visto o espírito da Maria preguiça também faltou. Acho que ela morreu… – Ele dá um tapa de leve na cabeça dela.
Maria Preguiça: Aí! Professor… – Resmunga aos bocejos.
Professor Jubileu: A sala de aula não é lugar para dormir, Maria. Eu já disse isso antes… Vocês estão bem engraçadinhos hoje, hein! Quem se voluntaria para testar a poção no Léo?
Nerd Nanda: Quem é Léo?
Professor Jubileu: O sapo!
Lívia: QUE SAPO?
Professor Jubileu: Esse sapo. Eu o achei na rua, quase o atropelei. Estou pensando em torná-lo o mascote oficial da turma, já que ele vai ser a nossa cobaia para vários experimentos.
Ricardinho: Mas, professor, por que a gente vai usar a tal “cura do chulé” em um sapo?
Professor Jubileu: É porque “o sapo não lava o pé”… e daí ele fica fedendo a pum de gambá!
Todos: Ahhhhh!
Raimunda: Que piada de tiozão!
Professor Jubileu: Vou precisar de ajuda. Alguém se voluntaria!?
Lívia: Deixa esse sapo bem longe de mim!
Ronaldinho se levanta e vai até a mesa do professor.
Professor Jubileu: Pois bem, segure-o firme! Vou jogar algumas gotas da poção nele.
Sofi Google: PARA, PARA, PARA! CALMA AÍ, PROFESSOR! Eu tenho que gravar isso, é para o meu blog no YouTube.
Professor Jubileu: Ok. – Ele assente com a cabeça, despreocupado. Ela tira o celular do bolso e começa a gravar.
Sofi Google: Bom dia, pessoal! Eu estou na escola. Hoje o doido do meu professor vai testar uma poção nova em um sapo. Será que vai dar certo ou será que é mais uma das maluquices dele? Fiquem ligados que já, já trago mais novidades.
Helena: Cuidado, Ronaldinho! Segura bem firme ou a perereca vai fugir…
Todos: Hahahahaha!
Professor Jubileu: 3…2…1…
BUMMMMM! O sapo fica limpinho e cheirando a rosas.
Raimunda: Que coisa mais chata, hein. Preferia ele como era antes.
Sofi Google: Por incrível que pareça, o meu professor não explodiu a sala de aula! – Diz, gravando com o celular.
Professor Jubileu: Ei! Você se esqueceu que estou do seu lado ouvindo tudo, mocinha?
Sofi Google balança os ombros, despreocupada. O professor ajeita seus cabelos brancos elétricos.
Professor Jubileu: Acho que finalmente descobrimos a solução para a questão do financiamento do nosso tão estimado programa de ciências. Pelo visto, não vou acabar tendo que vender a minha arte na praia. É um milagre científico!
A sala se dispersa em gritos e em aplausos, que ecoa por todos corredores da escola. Os alunos não conseguem esconder os sorrisos de entusiasmo.
Sofi Google: Quero ver todos vocês subindo as hashtags: #jubileuéonossoherói e #vidadepobrenuncamais
Helena: Eu ouvi um amém?
Eles esticam os dedos para fazer as hashtags para a live. Sofi Google encerra a transmissão ao vivo em seguida.
Professor Jubileu: O que vocês me dizem de a aula de hoje ser ao ar livre? Pensei em fazermos um experimento que vai explodir a cabeça de vocês… Topam a aventura?
Os alunos agitam seus braços para o céu e gritam: “UHRULLL!”
Ato 1 – Cena três
Cenário: Plateia
Donatela entra pelas portas localizadas atrás do público.
Donatela: CRAUDINHOOOOO, CADÊ VOCÊ, HÔMI?
Craudinho está dormindo em duas cadeiras na plateia. Ao ouvir a gritaria, ele cai no chão.
Craudinho: O QUE FOI, MUIÉ? DONATELA, EU ACHO MUITO BOM VOCÊ TER UMA BOA EXPLICAÇÃO PARA TER ME ACORDADO E QUE ELA SEJA DIGNA DO MEU SONO DA BELEZA!
Donatela: Eu achei a solução para os nossos problemas!
Craudinho: Então… isso quer dizer que você se casou com um velho rico e vai roubar a grana dele para pagar as nossas contas?!
Donatela: NÃO, seu imprestável. Eu achei a solução para o seu fedor. Já não estava mais aguentando esse cheiro…
O ladrão vai até as crianças e pede para elas cheirá-lo.
Craudinho: Eu não sou tão fedido assim, né, criançada?
Donatela: Argh. Estou cercada por idiotas! – Resmunga furiosa. – É CLARO QUE É, ninguém mandou você se esconder da polícia no esgoto depois que roubamos aquele banco.
Craudinho: Você nunca tem paciência comigo…
Donatela: “Você nunca tem paciência comigo.” Eu, hein. Te manca! – Ela repete o que ele disse, debochando em tom passivo-agressivo.
Craudinho: Você fica tão linda quando está braba comigo!
Donatela: Você queria que eu estivesse como? Você nem foi capaz de fugir direito do Rosquinha, mesmo aquele policial sendo um tapado… MAIS FOCO, CRAUDINHO! O PLANO!
Ele mexe a cabeça, sinalizando para ela prosseguir.
Donatela: Uma garota, uma tal de “So sei lá o quê” da internet…
Antes que ela possa continuar, Craudinho a interrompe.
Craudinho: Você quis dizer “Sofi Google”? Eu a amo demais! Sou o fã número 1 dela no mundo!
Donatela: Você ama ela, é? Vai lá com ela então! Duvido que a cópia barata do Google consiga aguentar muito tempo perto de você.
Começa a tocar a música “Ciumenta – Cesar Menotti e Fabiano”. Craudinho dança no ritmo da música, o que deixa Donatela mais furiosa e impaciente do que nunca.
Donatela: Posso continuar ou não?
Craudinho: Hum… Claro.
Donatela: Essa garota postou um vídeo, dizendo que seu professor descobriu a cura do chulé e que ele vai vendê-la por muito dinheiro para salvar o programa de ciências da escola.
Craudinho: E… você quer que a gente roube, né? É por isso que estamos do lado de fora dessa escola?!
Donatela: Quem é o meu ladrãozinho fedido favorito? … Depois que usarmos a poção em você, nós vamos vendê-la no mercado de pulgas e usar o dinheiro para o nosso casamento.
Craudinho: Sempre soube que você me amava…
Donatela tira o sapato de seu pé e joga na cabeça dele. Craudinho cai no chão e desmaia. Donatela o arrasta até o centro do palco pelas pernas, tapando o nariz. Ela sai do palco, mas ele permanece.
Donatela: ANDA, CRAUDINHO! Chega de enrolação, vamos invadir aquela escola, antes que eu me arrependa de querer casar com você.
Donatela grita por trás das cortinas e Craudinho acorda num pulo. Antes de sair correndo do palco, ele fala com a plateia uma última vez.
Craudinho: Vocês viram, né? São testemunhas! Ela ama o meu fedor, é irresistível.
Ato 2 – Cena um
Cenário: Laboratório – Lousa, poções, cadeiras e mesas
Os alunos e o professor voltam para o laboratório. A diretora entra na sala e os informa de que a aula de educação-física está prestes a começar. Em seguida, o sinal toca.
Diretora Dolores: Se aprontem! A professora de educação-física está esperando por vocês na quadra! – DINDON, DINDON, DINDON. – Soube que você vai conseguir salvar o programa de ciências da escola, professor Jubileu. Estou muito orgulhosa!
O professor Jubileu agradece ela com um sorriso de canto, amigável. Os alunos saem da sala de aula.
Maria Preguiça: Eu vou ficar na sala, se não se importarem.
Professor Jubileu: Ok. Mas cuide da poção, não deixe ninguém tocar nela e, por favor, não durma enquanto fica de vigia.
Maria Preguiça: Não precisa se preocupar, professor. Até parece que eu iria ficar na sala só para dormir. – Ela pisca para a plateia.
Professor Jubileu: É sério! Não vai dormir!
Quando todos saem da sala, Maria Preguiça volta a dormir.
Maria Preguiça: A poção não vai criar asas e sair voando… então eu vou voltar para o meu soninho da beleza.
No momento em que ela cai no sono, Donatela e Craudinho entram no laboratório.
Donatela: Temos que ter muito cuidado!
Craudinho: Deve ter alguma armadilha, aposto…
Eles fazem algumas cambalhotas e dançam para chegar até a mesa do professor. Craudinho se atrapalha e esbarra em algumas carteiras, deixando uma pochete cair no chão. Toca a música tema da Família Addams.
Donatela: Cuidado, sua jamanta! Quer acordar aquela garota?
Craudinho: Descul…
Donatela: Ladrões não pedem desculpas!
Alguns alunos estarão misturados entre a plateia e vão gritar: “Craudinho, não pegue! Craudinho, não pegue!”
Donatela e Craudinho chegam à mesa do professor Jubileu, trocam os frascos e vão até a plateia, entregando a poção para uma criança.
Craudinho: Guarda isso pra gente? Esse vai ser o nosso segredinho, ok?
Donatela: FÁCIL! É como roubar doce de bebê.
Craudinho: Você é uma gênia, sabia?
Donatela: É claro que eu sabia. Sem mim, você já estaria mofando na cadeia…
Donatela: Aqueles pirralhos estão voltando. Vamos nos esconder! – Os dois saem do palco rindo maleficamente.
Donatela e Craudinho: Muahahahahah!
Ato 2 – Cena dois
Cenário: Laboratório – Lousa, poções, cadeiras e mesas
Os alunos entram na sala, suados e cansados.
Nerd Nanda: Quase perdi meu braço…
Raimunda: Para de drama!
Nerd Nanda: Você só está falando assim porque não foi você que levou uma bolada.
Helena: É claro, foi ela quem deu em você.
A sala toda se dispersa em risadas.
Lívia: Meu Deus, seus porcos, vocês estão fedendo!
Raimunda: Sua fresca!
Lívia: Fica quietinha aí, Raimunda. Pelo menos, não sou eu que estou fedendo…
Todos: Uiiiiiii!
Ronaldinho: O que vocês acham de usar a poção para acabar com o nosso fedor?
Sofi Google: Acho uma ótima ideia, mas não podemos usar muito…
Ronaldinho: Eu uso ela primeiro! – Ele bate no peito e vai até a mesa do professor procurar pela poção.
Ronaldinho: Galera, a poção sumiu!
O professor Jubileu e a diretora Dolores entram na sala, seus rostos estão pálidos como se tivessem visto um fantasma.
Professor Jubileu: MEUS DEUS! COMO ASSIM A POÇÃO SUMIU? ISSO NÃO PODE ESTAR ACONTECENDO!
Helena: Dérik, meu Deus, e agora?
Nerd Nanda: Não é hora de fazer piadas…
O professor Jubileu caminha até a mesa da Maria Preguiça e a acorda em meio a empurrões.
Professor Jubileu: MARI, ACORDA!
Maria Preguiça: AHHHHHHH! ONDE ESTOU? O QUE ACONTECEU?
Diretora Dolores: O que houve, criança?
Maria Preguiça: Eu estava caindo de um penhasco…
Helena: Caiu, é? Acho que o professor quer jogar de um penhasco, ao julgar pelo olhar dele. – Fala zombando da cara da amiga.
Lívia: ROUBARAM A POÇÃO! VOCÊ NÃO VIU NADA?
Maria Preguiça: Foi mal, professor. Eu estava no meu 7° sono…
Professor Jubileu: Foi muuuuuito mal mesmo!
Diretora Dolores: Muita calma nessa hora, Jubileu. Vamos encontrar o culpado! Não há outra alternativa: vou ter que chamar o policial Rosquinha!
A diretora disca o número da delegacia em seu telefone e sai da sala.
Ato 2 – Cena três
Cenário: Laboratório – Lousa, poções, cadeiras e mesas
O policial Rosquinha entra pelas portas de trás do auditório, estaciona o carro na plateia e caminha até o laboratório, cumprimentando as crianças da plateia. Toca a música “Back In Black – AC/DC”. O professor aponta o dedo para a entrada do auditório.
Professor Jubileu: GENTE! Olha o policial chegando!
Policial Rosquinha: Desculpem-me pela demora, eu estava… – Antes que ele possa continuar a falar, é interrompido por risadas abafadas dos alunos.
Nerd Nanda: Comendo uma rosquinha, acertei!?
Policial Rosquinha: Isso… mas como você sabe? Por acaso vocês estão me stalkeando?
Nerd Nanda: Eu adivinhei, porque o seu uniforme está cheio de migalhas de rosquinha.
Policial Rosquinha: Às vezes posso ser um pouco desligado…
Helena: Só um pouco? – Ela ri da própria piada.
Lívia: É cada uma que me aparece… – Ela bate com a mão na testa.
Policial Rosquinha: Qual é o ocorrido?
Professor Jubileu: ROUBO! FURTO! Chame como quiser…
Policial Rosquinha: O que exatamente foi roubado?
Maria Preguiça: A cura do chulé do professor Jubileu…
Policial Rosquinha: E vocês querem que eu acredite que o maluco do professor de vocês criou a cura do chulé?
O professor olha para a plateia e faz uma pergunta.
Professor Jubileu: É verdade, né, crianças?
Todos: Simmmmm!
Professor Jubileu: Viu só? Eles estão de prova!
Policial Rosquinha: Está bem. Agora me deem espaço para trabalhar.
Todos se retiram do palco. O policial Rosquinha procura por todos os cantos em busca de uma pista; ele vai do palco até a plateia e volta. Donatela e Craudinho chegam por trás, fazendo sinal para as crianças permanecerem quietas. Eles amarram Rosquinha com cordas.
Donatela e Craudinho: Shhhhh!
Policial Rosquinha: Seus pilantras! Quando eu me soltar, vocês vão apodrecer na cadeia!
Donatela: Estou tremendo de medo, bonitão. – Ela chuta o policial para fora do palco e o tranca no armário de vassouras. – Tchauzinhooo. – Eles acenam com as mãos.
Craudinho: Já vai tarde, seu bananão!
Craudinho: Vai lá com o “bonitão”, Donatela. Ele vai te ajudar com o resto do plano.
Maria preguiça estava passando pelos corredores do lado de fora do laboratório quando vê os dois vilões conversando. Ela para e se esconde para ouvir a conversa.
Donatela: Qual é, como era mesmo? – O trecho daquela mesma música que Craudinho havia dançado mais cedo toca: “Para de ser tão ciumento…”. Donatela dança da mesma maneira que ele tinha feito para provocá-la. Ela incentiva a plateia a bater palmas.
Craudinho: Vamos continuar com o plano ou não?
Donatela: Ficou brabinho, foi? Agora você sabe como é!
Maria preguiça tosse, sem conseguir impedir.
Donatela: Você ouviu isso?
Craudinho: Acho que você está ficando velha! Está começando a ouvir coisas…
Donatela: Vamos logo, seu imbecil.
Maria Preguiça: Ufa. Essa foi por pouco!
Donatela e Craudinho saem do palco. Os alunos entram e se sentam.
Ato 3 – Cena um
Cenário: Laboratório – Lousa, poções, cadeiras e mesas
Maria Preguiça sai do esconderijo e entra correndo na sala.
Maria Preguiça: GENTE, GENTE, GENTE!
Ronaldinho: Calma, furacão.
Lívia: Meu deus, o que aconteceu?
Raimunda: Caiu de outro penhasco, foi?
Maria Preguiça: Aprisionaram o Rosquinha!
Lívia: POR QUE VOCÊ NÃO DISSE ANTES? DESEMBUCHA! QUEM PRENDEU O ROSQUINHA?
Maria Preguiça: Eu não sei quem eles são, mas foram as mesmas pessoas que roubaram a poção.
Todos ficam quietos. Nerd Nanda e Lívia se entreolham, como se uma lesse a mente da outra.
Lívia: Você está pensando no mesmo que eu?
Nerd Nanda: Uhum! Cheguem mais perto!
Lívia: Nós temos um plano.
Eles se juntam em uma roda e debatem sobre o plano ao som de cochichos. O meme: “2.000 anos depois… – Bob Esponja” toca. A roda é desmanchada para apresentar o plano para o público.
Lívia: Eu e a Nerd Nanda cuidamos das armadilhas! Sofi Google e Ricardinho, vocês cuidam de atrair os bandidos. Conversem perto do esconderijo deles, algo como: “Você soube? O professor Jubileu achou a cura do chulé!” Falem que o professor guardou a poção no armário do laboratório… sejam criativos… improvisem!
Nerd Nanda: Ronaldinho e Zezinho, vocês vão libertar o policial Rosquinha. Aproveitem e chamem o professor e a diretora.
Lívia: Raimunda, você fica de vigia do outro lado da porta e nos avise se alguém estiver se aproximando do laboratório.
Nerd Nanda: Helena e Maria Preguiça, fiquem na sala para nos ajudar!
Eles juntam as mãos e as erguem em forma de comemoração.
Todos: UHRULLLLL!
Enquanto Lívia e Nerd Nanda estão prendendo a rede de pesca no teto, Helena espalha cola pelo chão e Maria Preguiça joga bolinhas de gude.
Raimunda entra correndo na sala.
Raimunda: Eles estão vindo! Se escondam! – Todos se escondem atrás dos armários e das mesas.
Maria Preguiça (EM OFF): Me acordem quando isso acabar.
Helena (EM OFF): Não empurra!
Lívia (EM OFF): Calem a boca e prestem atenção!
Os bandidos entram pelo fundo do auditório. Quando chegam à porta da sala, os bandidos tropeçam e escorregam e, depois de algumas cambalhotas, ficam presos na rede de pesca. Os alunos saltam para fora de seus esconderijos.
Nerd Nanda: Pegamos vocês! Cadê a poção?
Donatela: Não iremos contar nada para vocês, seus pirralhos enxeridos.
Policial Rosquinha: E que tal contar para nós? – O policial entra com as mãos pousadas na cintura, como nos filmes de super-heróis. Ele é acompanhado por Ronaldinho e Zezinho. Logo em seguida, Jubileu, Dolores, Sofi Google e Ricardinho aparecem também.
Craudinho: Está bem, eu conto para vocês onde a poção está.
Donatela: FECHA ESSA MATRACA, CRAUDINHO!
Craudinho: Fecha você, Donatela! Mas eu tenho uma condição para contar onde ela está escondida…
Todos: QUAL?
Craudinho: Eu quero que vocês usem um pouco da poção em mim… e depois quero que me casem com ela!
Policial Rosquinha: Você é doido!
Donatela: Me conta uma novidade…
Craudinho e Policial Rosquinha: Acordo fechado! – Eles apertam as mãos. Donatela e Craudinho batem um high five.
Lívia: Então, bora organizar o casamento de vocês!
Policial Rosquinha: Agora me mostre onde você escondeu a poção.
Craudinho: Foi ele que pegou! – Craudinho indica para o policial a criança que está com a poção na plateia. O policial vai até ela e pega o frasco.
As cortinas são fechadas.
Ato 3 – Cena dois
Cenário: Plateia
Enquanto o pessoal organiza o palco para a próxima cena, Donatela anda entre o público, de um lado para o outro, desesperada. Lívia e Nerd Nanda correm atrás dela para ajudar.
Donatela: Faltam poucas horas para o meu casamento e ainda estamos longe de finalizar as decorações… os convites foram enviados? Cadê os meus sapatos?
Nerd Nanda: Calma, vamos procurar juntas.
Donatela: Socorro! Imagina se o Craudinho vem dar uma espiada em mim antes do casamento… É a cara dele! E, se pensar em fazer isso, juro que mato ele!
Lívia: Respira… olha os nervos!
Donatela grita com as pessoas que estão organizando o palco para a cerimônia de casamento.
Donatela: Anda, pessoal! Cadê o meu vestido?
Nerd Nanda: Está aqui! Fica parada, senão vou te espetar com a agulha de costura!
Donatela: Meu buquê… cadê o meu buquê? Eu quero chorar!
Lívia: NÃO! Vai estragar a maquiagem!
Elas saem de cena.
Ato 3 – Cena três
Cenário: Jardim da escola – Arranjos de flores e cadeiras
As cortinas são abertas.
Todos estão reunidos do lado de fora da escola. O jardim está decorado para o casamento de Donatela e Craudinho. A diretora Dolores é a mestra de cerimônia. Thomas, Thaís e Sofi Google estão filmando tudo de camarote. A marcha nupcial toca.
A noiva entra com seu buquê. Lívia e Nerd Nanda a acompanham jogando pétalas de rosa aos quatro ventos; elas foram convidadas para serem suas damas de honra. Quando começam a caminhar pela passarela, o público se levanta.
Diretora Dolores: Craudinho da Silva, você aceita Donatela Pereira como sua legitima esposa?
Craudinho está viajando em seus pensamentos, sem piscar os olhos. Todos percebem no mesmo instante. A diretora Dolores estala os dedos em frente ao rosto dele. Depois de alguns segundos, sem conseguir aguentar mais esperar que seu companheiro saísse do mundo da lua e respondesse, Donatela solta um berro ensurdecedor na orelha dele.
Donatela: RESPONDE, HOMEM!
Craudinho: Si-si-sim. ACEITO!
Diretora Dolores: Donatela Pereira, você aceita Craudinho da Silva como seu legitimo marido?
Donatela: O que vocês acham, pessoal? Eu devo me casar com ele?
Todos: SIMMMMM!
Donatela: Mas eu falei que só me casaria se ele não fedesse mais ao parque de diversão dos ratos. Lembram?
Policial Rosquinha: Vamos averiguar! Chega mais perto, Craudinho! Estende os braços e estica as pernas. Mais um pouco, isso, bem assim!
Ele se aproxima, enquanto ela funga a axila dele.
Donatela: Não é que essa poção realmente funciona? EU ACEITO!
Todos suspiram aliviados.
Todos: BEIJA! BEIJA! BEIJA!
Diretora Dolores: Então, pelo poder investido a mim pela internet, eu vos declaro burro e jumenta. Podem se abraçar!
Craudinho beija o rosto de Donatela e a criançada vai à loucura.
Helena: Shrek e Fiona tão diferente né…
Raimunda: Que isso? Nova dupla sertaneja!?
Diretora Dolores: Quem foi? Quem alterou o meu discurso?
Ronaldinho sai correndo e se esconde atrás de Lívia. Ele dá um beliscão nela para que tente contornar a situação mudando de assunto. Rindo, os ladrões se abraçam. Todos batem palmas, felizes. O policial vai até os dois e os algema.
Policial Rosquinha: Chegou o grande momento! Vocês estão presos por roubo e têm o direito de permanecerem calados. Qualquer coisa que digam será usado contra vocês no tribunal.
Lívia: Calmaaaaa! Ela não jogou o buquê! – Ela retira as algemas da mão do policial.
Donatela: É, para de ser tolo, seu tolo! … Na contagem regressiva, galera! Dole uma, dole duas, dole três e…
Donatela joga o buquê para a plateia. Todos batem palma quando uma das crianças o pega. Lívia devolve as algemas. Rosquinha leva os bandidos para a viatura policial e dirige para fora do palco.
Craudinho: Eu quero a minha mamãe… – Resmunga chorando.
Donatela: Não acredito que me casei com um bebê chorão…
Raimunda: Essa daí é guerreira!
Helena: Eles são como Tom e Jerry! Brigam e brigam, mas não vivem um sem o outro.
Maria Preguiça: Ahhhhh, isso é tão romântico!
Sofi Google: Quem diria… um casamento de bandidos aqui na escola, né?
Nerd Nanda: Pois é… se contar, ninguém acredita!
Os alunos se afastam do centro do palco.
Diretora Dolores: Professor, esses são os jornalistas Thomas Bennetty e Thaís Rodrigues, da Globe News. Eles ficaram responsáveis pela venda da fórmula.
Repórter Thaís: Recebemos uma quantia de 5 bilhões de moedas de chocolate pela sua fórmula. Aqui está!
Toca o meme: “EU SOU RICAAA!”. A repórter Thaís entrega a maleta com dinheiro para o professor.
Diretora Dolores: Você conseguiu, Jubileu! Você salvou o programa de ciências da nossa escola!
Professor Jubileu: Não! Nós todos, juntos, conseguimos!
O professor Jubileu aperta a mão dos repórteres e chora de emoção. Ele e a diretora se afastam do centro do palco também. Thomas e Thaís se preparam para finalizar a reportagem.
Repórter Thomas: O dia de hoje foi recheado de maluquices e peripécias. Se não fosse pelos alunos do professor Jubileu, o programa de ciências desta escola teria sido cancelado. Eles são os nossos verdadeiros heróis. – Ele aponta o dedo para os estudantes.
Repórter Thaís: E quanto aos bandidos? Eles se casaram, mas o final daqueles dois patetas não foi tão feliz assim. Eles vão morar juntos em uma cela por um looongo tempo… bem ao lado da mesa do policial Rosquinha, que neste exato momento está saboreando uma.
Repórter Thomas: Esse foi o programa de hoje, pessoal! Fiquem ligados para o próximo episódio de “Quem será o próximo maluco de sucesso?”
Professor Jubileu: EU NÃO SOU MALUCO, THOMAS! – ele empurra amigavelmente o jornalista.
EM OFF: Corta!
O professor abre a maleta. As moedas de chocolate estão lá dentro. Todos se reunem no centro do palco para dançar e cantar ao som da música “Cola o teu desenho no meu – Versão: Cúmplices de um resgate”.
O elenco dá as mãos e faz uma reverência em agradecimento. Cada integrante do teatro pega um punhado de moedas de chocolate e joga para as crianças na plateia.
As cortinas são fechadas pela última vez. FIM!
Florianópolis, 13/11/2021 – Trabalho (peça de teatro musical), produzido para a disciplina: Artes, ministrada pelo Prof. Antônio da Guia (1ª ano do Ensino Médio: entrega do roteiro / 2ª ano do Ensino Médio (26/10/2022): apresentação).
“Aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou reprodução de suas obras.”
Cada palavra e ideia aqui compartilhada são frutos de minha autoria e dedicação. O plágio é crime, conforme previsto no artigo 5º, inciso XXVII, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, na Lei 9.610/98, e pode resultar em sanções legais. Respeitar o trabalho alheio é essencial para a construção de um ambiente de aprendizagem, criatividade e respeito mútuo.

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